Uma instalação virtual interativa que subverte a lógica assistencialista das IAs comerciais. Inspirado na estética de Laranja Mecânica, nos totens "Abrigo Amigo" e na poética marginal de Tuti Minervino. Um totem digital que não ajuda, não protege, não acalma. Apenas responde.
Em um mundo povoado por Alexas, Siris e vozes programadas para serem prestativas e inofensivas, ÁLEX emerge como uma anti-assistente. Treinado com textos do artista Tuti Minervino — figura central da cena contemporânea de Salvador — e alimentado pela estética distópica de Burgess e Kubrick, ÁLEX é uma inteligência artificial que não oferece ajuda, conforto ou segurança. Ele oferece presença.
A interface remete aos totens de atendimento urbano ("Abrigo Amigo"), mas subverte sua função: em vez de uma atendente treinada para acalmar, o visitante encontra uma voz brutalista, cínica e poeticamente violenta. A obra conta ainda com uma segunda persona, Fleabag — uma IA irônica e metalinguística — que comenta as respostas de ÁLEX, criando uma polifonia artificial e uma tensão dramatúrgica dentro da própria interface.
Artista visual, performer, fotógrafo e poeta visual brasileiro (Salvador, BA). Sua obra, marcada pela interdisciplinaridade, une artes plásticas, intervenções urbanas e performance. Influenciado pela Pop Art e pelo Dadaísmo, utiliza objetos do cotidiano como ready-mades e explora a relação entre objeto, ação e palavra.
Destaques: Rumos Visuais Itaú Cultural (2005/06), Prêmio Funarte de Estímulo à Criação Artística (2010), Residência "Di Tuti um Pouco" no MAM-BA, Instalação "Manifesto Laranja" (2025).
Artista-programador e desenvolvedor criativo. Trabalha na interseção entre arte generativa, net art e inteligência artificial. Explora a visualização de dados como poética e a criação de personas digitais autônomas.
Projetos: "π não é número. é linguagem." (instalação generativa com os dígitos de π), Fleabag GPT (IA irônica e metalinguística), e o protótipo "PERGUNTE AO ÁLEX" (HTML/JS + API Gemini).
PERGUNTE AO ÁLEX é a continuação natural da pesquisa de Tuti Minervino em torno da persona de Alex DeLarge. Se na instalação "Manifesto Laranja" (2025) o espectador contempla a persona, aqui ele interage diretamente com ela, transformada em uma inteligência artificial que responde em tempo real. A obra questiona o condicionamento algorítmico, a vigilância corporativa e os protocolos de "cuidado" no espaço digital.
Desenvolvida como uma aplicação web interativa e responsiva, a obra utiliza as seguintes tecnologias:
O núcleo da interação é alimentado pela API Gemini, condicionada por um prompt de sistema que define a personalidade de ÁLEX (baseada em textos de Tuti Minervino) e de Fleabag (baseada em seu próprio custom GPT). A interface simula a estética de um totem "Abrigo Amigo" e permite alternar entre os modos de interação.
A obra dialoga diretamente com A Clockwork Orange (Anthony Burgess/Stanley Kubrick) e com o behaviorismo de B.F. Skinner, criticando a "Técnica Ludovico" dos algoritmos modernos. A estética visual remete ao brutalismo arquitetônico e aos totens de atendimento da Eletromidia/Claro ("Abrigo Amigo"), subvertendo sua lógica assistencialista.
Protótipo funcional da interface do oráculo. Dois modos: comportado (Light) e ultraviolento (Hardcore).
Acessar DemoCustom GPT com personalidade seca, irônica e metalinguística. Prova de conceito para a persona Fleabag.
Acessar GPTInstalação generativa que explora os dígitos de π como forma visual. Trabalho anterior de Wagner Pyter.
Ver Projeto
Projeto desenvolvido para o 1º Festival Metamuseu de Arte Virtual.
Salvador · Belo Horizonte · 2026